NOSSA HISTÓRIA2018-05-16T10:29:35+00:00

A Fundação FEAC, fundada em 1964, é resultado de dois movimentos: do desejo de atuar em prol das questões sociais do casal Odila e Lafayette Álvaro e da visão de um grupo de expressivas lideranças locais que acreditavam que poderia se fazer mais pela população vulnerável a partir de uma atuação integrada e articulada das entidades sociais de Campinas.

Na década de 1960, quando a mobilização social se limitava à promoção de eventos beneficentes isolados de arrecadação de fundos, duas iniciativas – United Fund e Community Chest, implantadas nos Estados Unidos, influenciaram a criação do modelo inicial de operação da Fundação FEAC. A coordenação de esforços de mobilização de recursos, aliados à oferta de apoio técnico, de gestão e estímulo ao voluntariado, integraram o modelo inovador de apoio e incentivo à ação social da Fundação FEAC. A doação da Fazenda Brandina pelo casal Odila e Lafayette Álvaro em apoio aos esforços de articulação e integração da ação social em Campinas foi a origem do patrimônio da Fundação FEAC.

Estava naquele momento estabelecida a resultante do desejo benemérito do casal que destinava um patrimônio em benefício da comunidade com a expectativa daqueles que vislumbravam, já na década de 1960, o que hoje descrevemos como um modelo de atuação em rede.

Na década de 1970, a Fundação FEAC já contava com 35 entidades parceiras integradas ao seu modelo de atuação. À época, ficou evidente a adoção de causas relacionadas à defesa dos direitos das crianças e adolescentes, além do apoio dedicado a integração de esforços com vistas a gerar mais eficiência e impacto às ações sociais. Seis departamentos foram criados para dar suporte à ação integrada: Manutenção Geral, Secretaria e Contabilidade, Jurídico e Relações Públicas, Saúde, Educação e Serviço Social. Somado a isso, o fomento ao trabalho voluntário se intensificou.

Na década de 1980 a Fundação passa a dispor de recursos próprios decorrentes do início do desenvolvimento do seu patrimônio imobiliário, o que possibilitou a ampliação da rede de entidades parceiras, chegando a 95 em 1990.

A partir da década de 1990 a Fundação FEAC inicia a ampliação do seu escopo de atuação passando a dedicar-se para a melhoria da educação pública em Campinas.

Estes esforços se intensificam nos anos 2000 com a contribuição técnica dada pela FEAC para o Programa pela Educação em Tempo Integral e o lançamento do Compromisso Campinas pela Educação que então nascia como célula local do movimento nacional Todos Pela Educação.

Ainda nesta época, a FEAC atua no apoio às entidades parceiras no processo de alinhamento ao Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e adequação ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC).

Sua operação está focada no convênio de cooperação que é então o documento jurídico que norteia a relação de parceria da organização com as entidades chamadas, naquele momento, de filiadas. No instrumento estava documentado o compromisso da FEAC em prestar serviços e várias modalidades de assessoria às entidades, além do repasse financeiro que chegou a totalizar, entre 2007 e 2010, aproximadamente R$18 milhões.

Em 2013, prestes a completar 50 anos, passa a atuar também na temática do Desenvolvimento Primeira Infância.

Ao longo da trajetória de cinco décadas foram implantados mais de 60 projetos em conjunto com a rede de parceiras, outros institutos e fundações.

Entre os anos de 2013 e 2017 algumas iniciativas reiteraram a importância dada a temáticas como Desenvolvimento Infantil e Educação de Qualidade. As unidades de educação infantil parceiras começaram a ser estimuladas a ampliar as percepções para além da Educação Infantil formal, com vistas ao envolvimento efetivo da família no processo de desenvolvimento da criança. Elas participaram da palestra A Importância do Investimento na Primeira Infância que, ministrada pelo médico neuropediatra, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e consultor técnico do Programa de Primeira Infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Dr. Saul Cypel, marcou o lançamento do Programa Educação: Conquista Coletiva (até hoje mantido e agora denominado Projeto Novo Olhar – Programa Primeira Infância em Foco

Em 2014 completa o primeiro ciclo da mais ampla iniciativa relacionada à qualificação da educação pública. O projeto FEAC na Escola que beneficiou 7 escolas públicas da rede estadual de Campinas, com assessorias sistemáticas nos eixos Ensino-Aprendizagem, Gestão de Pessoas e Processos e Relação com a Comunidade, teve como objetivo contribuir com a melhoria do desempenho escolar dos alunos e a promoção de uma escola acolhedora, estimulante e eficaz. Outras 8 escolas públicas estaduais participaram da segunda edição do projeto que foi concluído em 2017.  

A partir de 2018 a Fundação FEAC reorganizou sua atuação em programas.

 

 
1965

ERRADICAÇÃO DA MENDICÂNCIA

Atuação a partir de estudos, ações planejadas e envolvendo diversos setores da comunidade. Levantamento por amostragem da situação do problema da mendicância em Campinas, 2914 entrevistas para obtenção de dados sobre a população de rua. Organização de quatro serviços: Setor de atendimento à família, Setor de atendimento a menores, Setor de assistência Médica e Setor de assistência em geral, serviço de amparo a mulher e especializado para alcoólicos.
1965

AÇÃO REGIONAL

Facilitar o processo de articulação e integração da rede de relações dos recursos sociais e serviços existentes no município de Campinas, estimulando a atuação integrada e otimização de resultados para os próprios recursos, usuários e comunidade.
1966

1ª SEMANA DO VOLUNTÁRIO EM CAMPINAS

1967

MULHER, ARTE E CIDADANIA

Fortalecer as lideranças e auxiliares de coordenação para estimular o exercício da cidadania às mulheres que participam do Projeto em suas comunidades; Propiciar a comercialização do artesanato confeccionado pelos grupos buscando parcerias para viabilizar a ação; Incentivar a busca de métodos que possibilitem a geração de renda para as participantes e a sustentabilidade para os grupos.
1968

SERVIÇO SOCIAL VOLUNTÁRIO

FEAC se torna a 1ª instituição brasileira e segunda na América Latina a ingressar no Serviço Social Voluntário Internacional da Unesco
1969

SEMINÁRIO

Realização do Seminário Internacional do Voluntariado.
1970

PROBLEMA DE MENORES

Semana de Estudos do Problema de Menores da Região de Campinas.
1971

PROMOÇÃO DO MENOR

Formulação do Plano decenal de Coordenação de Entidades para Promoção do Menor.
1972

PESQUISA VILA YPÊ

Pesquisa socioeconômica da Vila Ypê – Coleta de dados para subsidiar o plano de ação social e de saúde do bairro.
1973

DIVISÃO DE DEFESA SOCIAL

Aprofundamento do diagnóstico realizado em 1972 pela Divisão de Defesa Social da FEAC, com objetivo de fortalecimento da comunidade.
1975

CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE MENORES

Inauguração do Centro de Recuperação de Menores em Campinas, iniciativa com participação da Fundação FEAC, FEBEM e Funabem.
1979

VALORIZAÇÃO DO IDOSO

Criação do Projeto Valorização do Idoso na Comunidade em convênio com a Secretaria de Estado da Promoção Social.
1979

OFICINA DE BRINQUEDOS

Lançamento do Projeto Oficina de Brinquedos pelo Departamento de Serviço Social da FEAC (construir ou reformar brinquedos para crianças de creches e demais entidades filiadas).
1980

VALORIZAÇÃO DO IDOSO

Projeto Valorização do Idoso na Comunidade é transformado no Programa de Atendimento Integrado à Terceira idade.
1981

“UM RAIO DE LUZ”

FEAC financia produção do filme “Um raio de Luz”, integrando o Ano Internacional do Deficiente.
1981

HOSPITAL ÁLVARO RIBEIRO

Aquisição do imóvel e investimento para finalização do Hospital Álvaro Ribeiro.
1983

CARTÃO DE NATAL

Proporcionar às entidades filiadas um instrumento que possibilitasse o seu relacionamento com a comunidade e, ainda, que gerasse receita com a venda do produto.
1991

EQUIPAMENTOS SOCIAIS

Elaboração de estudo de custos para a manutenção de equipamentos sociais destinados ao atendimento de crianças na faixa etária de 0 a 4 anos e de crianças e adolescentes na faixa etária de 7 a 14 anos, bem como dos locais com solicitação e/ou demanda para instalação dos mesmos
1992

COLMEIA

Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, através da formação de multiplicadores.
1994

BID – PROGRAMA DE APOIO A MENORES EM CIRCUNSTÂNCIA ESPECIALMENTE DIFÍCEIS NA CIDADE DE CAMPINAS

Diminuição no número de crianças e adolescentes vivendo em situação de risco nas ruas de Campinas.
1996

ALIANÇA DE CAMPINAS PELA EDUCAÇÃO

Foi um movimento de mobilização social pela educação. A Aliança procurou unir os diversos setores sociais em torno do lema: "nenhuma criança fora da escola e ensino de qualidade".
1996

INICIAÇÃO PROFISSIONAL

Despertar, motivar e desenvolver as habilidades necessárias nos jovens para que tenham condições de buscar uma colocação no mercado de trabalho que lhes ofereça perspectivas de pleno desenvolvimento social.
1996

O DIREITO DE BRINCAR

Oferecer às instituições que atendem crianças e adolescentes, embasamento técnico e teórico para que tenham suas Brinquedotecas organizadas, funcionando com brinquedistas treinados e utilizadas dentro de uma metodologia adequada, priorizando através do lúdico o desenvolvimento infantil.
1996

VOLUNTÁRIOS

Fortalecer a ação voluntária em Campinas e em todo o Brasil. Ser o elo entre quem quer realizar um trabalho voluntário e as entidades sociais filiadas à FEAC. Oferecer oportunidades de intercâmbio de experiências e de formação para voluntários e organizações parceiras.
1997

APRENDENDO COM O ESPORTE E COM O LÚDICO

Assegurar a prática de atividades esportivas, culturais e de lazer com vistas ao desenvolvimento do potencial pessoal e coletivo das crianças e adolescentes.
1997

EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO

Programa destinado a preparar jovens com escolaridade mínima de 6ª série e pertencentes a famílias de baixa renda para os novos desafios da cultura do trabalho, proporcionando condições de auto-desenvolvimento a jovens normalmente separados das melhores oportunidades.
1997

INICIAÇÃO ESPORTIVA E CULTURAL

Assegurar a prática de atividades esportivas, culturais e de lazer com vistas ao desenvolvimento do potencial pessoal e coletivo das crianças e adolescentes.
1998

AME A VIDA

Fortalecer, por meio de atividades artísticas e culturais, a autoestima e o protagonismo juvenil, como sólida plataforma de prevenção a situações de risco como as drogas.
2000

CUIDAR

Promover, junto às rede pública de ensino fundamental e médio, um projeto de educação baseado na cultura e na ética de amor a vida, como forma de preparação dos adolescentes para enfrentar as situações de risco de seu cotidiano, inclusive as condições para a geração da violência.
2000

QUALIDADE NA ESCOLA

Capacitação sistemática dos professores para o aprimoramento do ensino em Português e Matemática
2001

ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA

Criado em 1997 a partir do Conselho do Comitê da Comunidade Solidária, tinha por objetivo diminuir o alto índice de analfabetos no Brasil
2001

NOVOS RUMOS

Conscientizar os educadores das entidades participantes no programa quanto a necessidade de investir no potencial dos usuários, enquanto sujeitos de direitos e deveres; e Proporcionar aos usuários das entidades participantes, maior auto-conhecimento e consequente elevada auto-estima e a crença de suas amplas perspectivas de futuro.
2002

CIDADÃO DO FUTURO

Oferecer aos educadores a vivência de atividades práticas e teóricas para que ele possa enriquecer seu planejamento, qualificar sua ação junto aos usuários e a proposta socioeducativa da entidade.
2002

NUTRIR

Refeições balanceadas que previnem a desnutrição.
2003

ABRIGAR

Apoiar e fortalecer rede de abrigos que acolhem crianças e adolescentes vítimas de variados tipos de violência.
2006

EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL

Articular redes, em territórios específicos, envolvendo escolas, organizações sociais, poder público e outros recursos, no sentido de oferecer vários espaços e alternativas de aprendizagem a crianças e adolescentes.
2006

TRABALHO, EDUCAÇÃO E CIDADANIA – TEC

Preparar jovens para o primeiro emprego, através do desenvolvimento de competências básicas para o ingresso e permanência no mercado de trabalho e exercício da cidadania. E estimular o jovem a ter uma atitude mais pró-ativa, autônoma e criativa.
2007

CO-MOVER

Ampliar o universo de possibilidades de movimento e expressão, favorecendo a educação e interação social
2007

CCE – COMPROMISSO CAMPINAS PELA EDUCAÇÃO

Sensibilizar e mobilizar a sociedade para contribuir com a defesa e garantia dos direitos à educação pública de qualidade, especialmente na cidade de Campinas.
2007

IDENTIDADE COMUNITÁRIA

Identificar o papel da entidade através de pesquisa de opinião com a comunidade.este projeto pretende identificar o perfil da comunidade atendida pela entidade , bem como expor os interesses e expectativa desta comunidade com relação à entidade.
2007

LEITURA EM FOCO

Realizar ações voltadas ao fomento à leitura, de modo a incorporá-la como uma prática espontânea e natural no cotidiano das pessoas, promovendo o desenvolvimento humano e cultural e o exercício da cidadania.
2008

EDUCAÇÃO

Incubar iniciativas de criação e desenvolvimento de projetos sociais ligados à prática esportiva, como meio de desenvolvimento integral e de transformação social para crianças e adolescentes, através de assessoria sistemática e garantia de participação em práticas esportivas regulares.
2009

EDUCAÇÃO: CONQUISTA COLETIVA

Contribuir com a formação integral de crianças e adolescentes através do apoio institucional e técnico para projetos de instituições escolares e sociais instaladas na cidade de Campinas, que tenham como eixos norteadores: a educação integral, a matricialidade sócio familiar, a compreensão de trabalho em rede, o alinhamento com as políticas públicas e a busca da sustentabilidade.
2012

CALENDÁRIO CULTURAL

Difundir e valorizar ações e projetos artístico culturais, implementados pelas entidades conveniadas, junto aos público interno (quadro de colaboradores FEAC) e externo.
2013

EDUCAÇÃO: CONQUISTA COLETIVA – 2ª FASE

Contribuir com as entidades de educação infantil conveniadas à FEAC para estruturarem e qualificarem iniciativas com vistas a participação.
2014

FEAC NA ESCOLA

Qualificar processos pedagógicos (plano de ensino, plano de aula, recuperação, avaliação e valores de convivência) que contribuam para uma escola acolhedora, estimulante e eficaz na promoção da aprendizagem.
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