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Rede Abraço Amarais promove espaço de discussão para fortalecimento da comunidade

Rede Abraço Amarais promove espaço de discussão para fortalecimento da comunidade

(Por Laura Gonçalves)

Consolidada como uma das principais ações comunitárias da região Norte de Campinas/SP, a Rede Abraço Amarais comprova que a união faz a força. Composta por diversas entidades assistenciais, representantes de bairros e usuários de serviços da política pública de assistência social, Centros de Saúdes (CS) do Jardim São Marcos e Santa Mônica e Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Espaço Esperança, a iniciativa existente há 19 anos e se firmou como rede de integração e ação social dos bairros Jardins Santa Mônica, São Marcos, Campineiro, Recanto da Fortuna, Vila Esperança e Amarais.

Representantes das entidades parceiras da Fundação FEAC – Associação Beneficente Campineira (ABC), Associação Beneficente Direito de Ser, Centro Espírita Alan Kardec – Educandário Eurípedes, Grupo Primavera, Movimento AssistencialEspírita Maria Rosa, União Cristã Feminina e Serviço Social da Paróquia São Paulo Apóstolo (SPES) – participam da Rede Abraço de forma atuante.

“Percebemos que houve um fortalecimento da comunidade e isso garantiu maior visibilidade às coisas boas que ocorrem na região. Havia o estigma de que aqui era um local muito carente e violento e, com a junção de todos, mostramos que a população daqui tem representatividade”, explicou a assistente do SPES, Aparecida Tokobaro.

“Nesses 19 anos tivemos muitas mudanças. Nossa região cresceu, se fortaleceu e se consolidou com os serviços em rede. E a Rede dos Amarais visa a troca de experiências, o entrosamento dos serviços da região”, frisou Joana Tripoloni, coordenadora do Conselho Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU) Vila Esperança e uma das fundadoras da Rede Abraço.

De acordo com a coordenadora, a Rede objetiva levantar e refletir sobre ações relativas ao território e elaborar, articular e executar ações coletivas, além de também contribuir para a qualificação dos espaços sociais e educativos por meio de ações conjuntas.

Os participantes da Rede reúnem-se mensalmente para discutir assuntos relacionados com os programas sociais, de saúde e socioeducativos oferecidos na região, dentre outras demandas territoriais. Construída no dia a dia, com a participação de todos os envolvidos, a Rede promove um espaço de ampla discussão e garante o protagonismo e participação de todos os membros.

Trabalho em rede 

O trabalho em rede se traduz por meio de conexões entre todos os serviços, para que, de forma complementar e continuada, possa atender às demandas dos indivíduos, famílias e comunidade. Para potencializar esta articulação são utilizadas diversas estratégias, a exemplo de encontros entre instituições socioassistenciais, reuniões ordinárias e realização de eventos para a integração entre as equipes.

Na última reunião da Rede, a representante do CS São Marcos explicou como o serviço funciona, quais os gargalos, os desafios e as potencialidades. A unidade de atenção básica oferece ações de caráter preventivo, curativo, cuidados de reabilitação e promoção de saúde. “Somos a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), por isso é importante que participemos da Rede dos Amarais, uma vez que estreitamos os vínculos com a comunidade.  Esse fortalecimento é realizado por meio das ações intersetoriais com as escolas, com ações preventivas e educacionais; com o CRAS; e com os serviços de fortalecimento de vínculos, além das nossas ações diárias. A saúde engloba várias questões, então o trabalho conjunto é fundamental”, apontou a psicóloga Silvana Tarume.

De acordo com Silvana, os trabalhos desenvolvidos com as entidades assistenciais fazem a diferença. “O Centro de Saúde contribui com diversas ações nas instituições. A ABC, por exemplo, promove um encontro no qual realizamos serviço de aferição de pressão e outras orientações. Também estamos conversando com os profissionais do SPES para alinharmos uma ação mensal que deve ter início ainda este mês”, assegurou.

Já as psicólogas representantes do CRAS, Geovana Frau e Carmen Suguinoshita, falaram sobre o serviço prestado na região. “Fazemos o acolhimento e detectamos a violação de direitos; também realizamos acompanhamento da família e os encaminhamentos necessários. O serviço visa a prevenção e fortalecimento do indivíduo na família e na comunidade”, frisou Geovana.

O CRAS também mantém uma parceria direta com as entidades assistenciais da região para que o olhar conjunto dos serviços funcione de maneira integrada. “A proteção básica trabalha com a prevenção, e as instituições fazem isso. Essa comunicação, que acontece mensalmente é essencial. E essas reuniões intersetoriais mostram a importância dessa integração. Temos que pensar nas ações coletivas para o território. Trabalhamos com o fortalecimento da família, mas a família está na comunidade e muito dos problemas que as famílias enfrentam são coletivos”, explicou Carmen.

Participação

A participação popular está na centralidade da discussão da Política Nacional de Assistência Social, no entendimento de que a participação é uma das formas de mobilização para se exigir a formulação, implantação e qualificação da política, além de exercer o controle sobre as ações do Estado.

De acordo com a supervisora do Departamento de Assistência Social (DAS) da Fundação FEAC, Ana Lídia Puccinni, o trabalho em rede também deve direcionar e preparar usuários e lideranças comunitárias para que sejam capazes de exercer controle social de maneira eficaz com propostas e definições políticas a serem incluídas nas agendas dos órgãos que discutem e deliberam sobre as políticas públicas no município.

Nesta linha de atuação é que a Fundação FEAC também conta com representante nas reuniões intersetoriais e a participação acontece visando potencializar oportunidades para o exercício da cidadania ativa, seja dos serviços ou dos usuários participantes nos espaços. “Participar é imprescindível, uma vez que são espaços onde se discutem defesa e garantia de direitos, ofertas e demandas para os serviços, necessidades de atenções às políticas públicas, dentre outras questões territoriais”, informou a assessora técnica do DAS, Carla Nascimento.

De acordo com a assessora, a Fundação FEAC compõe com a rede local para discutir e ampliar o conhecimento público sobre a política de assistência social, levar informações de âmbito municipal, regional e nacional para os debates, fomentar a participação da população em instâncias de controle social e fortalecer o protagonismo dos usuários na defesa de seus direitos.  “A FEAC faz esse trabalho por meio de participação em reuniões intersetoriais, fóruns, formações e assessoria territorial”, frisou.

Para a assistente social da União Cristã Feminina, Alessandra Simões, a Rede Abraço aproxima os serviços e garante o estreitamento de laços. “Nosso trabalho não acontece sozinho, precisamos do auxílio do Centro de Saúde, das escolas da região e de outros programas para que possamos fazer nossas ações de proteção básica e de serviço de convivência. Isso só nos fortalece”, resumiu.

“Trabalhar para a comunidade, visando o interesse da população é importantíssimo. Estamos integrados em prol da população”, ressaltou a estagiária Elaine Amadi, do Grupo Primavera.

Participaram ainda da última reunião representantes do Centro Assistencial Vedruna e do Núcleo Antonio da Costa Santos.

Os encontros da Rede Abraço Amarais acontecem todas as primeiras terças-feiras de cada mês das 8h30 às 11h30, na Paróquia Santa Mônica (Rua Pedro García Fernandes, 300 – Jardim Santa Monica, Campinas/SP). Todos os interessados podem participar.

Blog na Rede

História, eventos, acontecimentos e informações sobre a Rede já estão disponíveis no blog da Rede Abraço Amarais. Lançado em fevereiro, o canal de comunicação on-line também traz fotos, mapa da região, logotipo dos parceiros e outras informações.

“Neste tempo de existência da Rede, os integrantes articulam-se em reuniões mensais e temos muita informação. Precisamos de um espaço para contar nossa história”, contou o educador social e criador do Blog, Cesar de Souza Alves.

De acordo com César, o blog é mais um canal de informação para os parceiros da Rede, para pessoas da comunidade e outros interessados. “Já temos nossa página no facebook , mas precisávamos de um canal a mais”, explicou.

Mais informações:
abracoredeamarais.wordpress.com