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Estudantes de arquitetura se unem para promover ação social na AMIC Campo Belo

Estudantes de arquitetura se unem para promover ação social na AMIC Campo Belo

(Por Laura Gonçalves Sucena)

Com a intenção de estimular cidadania e coletividade, 40 estudantes do curso de arquitetura da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas), participantes do Programa de Educação Tutorial (PET), promoveram uma ação solidária na Associação dos Amigos da Criança (AMIC – Campo Belo). Com criatividade e vontade, os alunos puseram a mão na massa e fizeram a diferença na instituição.

Para colocar a ideia em prática, os estudantes entraram em contato com a Fundação FEAC que indicou algumas instituições parceiras interessadas em receber a ação solidária e, entre as visitadas, a escolhida foi a AMIC Campo Belo. “Percebemos que ela se encaixava bem na nossa proposta e fomos muito bem recebidos. Combinamos o dia da intervenção e arregaçamos as mangas para fazer nosso trabalho”, disse a aluna do terceiro ano, Bianca Pereira.

De acordo com a estudante Milena Kammer, também do terceiro ano, as ações solidárias começaram por meio do PET.  “Com o programa, várias atividades são realizadas e uma delas é o trote solidário do início do ano, que tem como objetivo integrar calouros e veteranos. Sempre escolhemos uma instituição para atuarmos no trote e daí surgiu a ideia de continuarmos com essa atividade. A primeira experiência foi com a AMIC e o resultado foi gratificante”, falou.

Após visita técnica realizada, com a supervisão do tutor e professor de Fundamentos Estéticos, Luiz Augusto Maia Costa, e do Departamento de Arquitetura da FEAC, os alunos decidiram quais materiais cabiam ser utilizados e o que poderia ser feito.

Segundo as estudantes, as atividades foram pensadas em consonância com os materiais conseguidos por meio de doações. Eles arrecadaram diversas garrafas pets, em parceria com a instituição, que serviram para a construção da horta vertical; as tampas foram usadas para as peças de jogos; e os pallets doados pela Ceasa viraram pequenos armários.

“A ideia foi confeccionar jogos e brinquedos para as crianças, como jogo de dama, fitas, bilboquê e também aproveitamos o tempo para interagir com os pequenos. Ação social nada mais é do que fazermos a nossa parte dentro da sociedade e acredito que fizemos isso”, contou a estudante do segundo ano de arquitetura, Júlia Mascia da Costa.

Para as alunas, a ação in loco veio compor com o que aprendem na universidade. “Estudamos muito arquitetura social e nem sempre vivenciamos. Participar desse tipo de experiências é enriquecedor porque é possível colaborar com espaços ajustados à realidade humana. A intenção é promover, por meio da arquitetura, relações saudáveis entre pessoas e os locais onde estão e é o que desejamos. É importante ter espaços responsáveis e comprometidos com as pessoas”, falaram.

A arquitetura social pensa em espaços que proporcionam inclusão, acessibilidade, sustentabilidade e respeito aos usuários, entre outras funcionalidades. “Queremos utilizar o que acreditamos e aprendemos para promover boas relações, aumentar a qualidade de vida das pessoas e explorar todo o potencial transformador da arquitetura”, admitiram.

Conforme as alunas, fazer parte de uma ação solidária como a realizada na AMIC é gratificante. “Estamos exercitando o nosso papel como verdadeiros cidadãos, incentivando os nossos futuros colegas de profissão a participarem dessas atividades, que também são de fundamental importância para nossa carreira profissional”, concluíram as alunas.

Para a assessora técnica do Centro de Voluntariado da Fundação FEAC, Marcela Doni, na universidade os jovens estão em plena construção de suas condutas profissionais e humanas. “Contribuir com a melhoria de um espaço e, consequentemente, para a melhoria da vida das pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social, por meio de uma ação voluntária, faz com que esses estudantes permaneçam socialmente ativos. É extremamente positivo para a sociedade esse tipo de ação”, afirmou.

Trabalho em conjunto

Para a coordenadora pedagógica da AMIC Campo Belo, Deise Canavarro, receber a atividade foi uma colaboração a mais para o trabalho que já é desenvolvido na instituição. “Ação social é fazer nossa parte dentro da sociedade e receber os alunos da PUC-Campinas comprovou isso. Eles fizeram a diferença para nossas crianças”, elogiou.

Denise acredita que o retorno dessas iniciativas é a formação de cidadãos comprometidos com o mundo ao seu redor. “Creio que os nossos alunos também aprendem com essas iniciativas e isso serve como um exemplo a ser seguido. O dia da atividade foi marcante para as crianças e também contou com a participação das famílias que se mobilizaram para juntar o material reciclado”, contou.

Quando a instituição soube da ação, reuniu os pais das crianças e solicitou a colaboração de todos. “Prezamos pela participação dos pais na vida de seus filhos e essa foi mais uma oportunidade para eles fazerem parte”, informou.

A coordenadora acredita que a prática de ações sociais deve contar com a participação dos pais, professores e equipe técnica, além do envolvimento dos pequenos. “A criança começa a criar o seu carácter logo cedo e participar de ações positivas pode contribuir para a formação de um cidadão íntegro. São os bons exemplos que devem ser seguidos e os alunos na PUC deram uma aula de cidadania”, garantiu.

Atualmente, a AMIC Campo Belo atende 240 crianças de zero a 6 anos, em período integral. Por meio da educação infantil, primeira etapa da educação básica, a instituição propicia um ambiente acolhedor e seguro, possibilitando um pleno desenvolvimento físico, emocional e social, além de promover atividades variadas realizando uma observação dos interesses e necessidades das crianças, visando o desenvolvimento infantil.

Saiba mais sobre a AMIC: http://www.amic.org.br/

Saiba mais sobre o PET:

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